✨ Fudan New IOGG Program Open!

2nd Round closes in Loading... !
View Details

Haddad defende taxação de super-ricos na reunião dos ministros de Finanças do Brics

Source: O Globo | Original Published At: 2025-07-05 18:26:09 UTC

Key Points

  • Haddad defende taxação global de super-ricos durante reunião do Brics
  • Brics apoia convenção da ONU para cooperação tributária internacional
  • Brasil discute aumento do IOF alegando desigualdade na carga tributária
  • Propostas incluem facilitação de comércio, reformas financeiras e parcerias público-privadas
  • Destaque para iniciativas climáticas como Tropical Forest Forever Facility

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad , afirmou neste sábado que os países do Brics vão apoiar o estabelecimento de uma convenção da Organização das Nações Unidas ( ONU ) sobre cooperação internacional em matéria tributária. Segundo ele, a iniciativa representa um passo importante para a construção de um sistema global mais justo e eficaz, especialmente no que diz respeito à taxação dos super-ricos.

— O Brics confirma sua vocação de defesa do multilateralismo ao manifestar apoio ao estabelecimento de uma Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Cooperação Internacional em Matéria Tributária. Trata-se de um passo decisivo rumo a um sistema tributário global mais inclusivo, justo, eficaz e representativo – uma condição para que os super-ricos do mundo todo finalmente paguem sua justa contribuição em impostos — disse o ministro ao discursar na reunião de ministros das Finanças e Governadores de Bancos Centrais do Brics, no Rio.

A declaração vem em um momento em que o governo vem discutindo o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) com o Congresso, com a defesa de que os ricos no Brasil pagam menos imposto do que os pobres, numa narrativa que vem tomando as redes.

Haddad disse que a presidência brasileira do Brics formulou propostas baseadas nas frentes econômica, climática e social. Ao falar sobre a frente econômica, o ministro mencionou novamente a taxação de super-ricos:

— Na frente econômica, estamos trabalhando para facilitar o comércio e o investimento entre os países dos Brics. Além disso, reconhecemos a importância de reforçar a coordenação sobre as reformas do sistema monetário e financeiro internacional. Avançamos também no diálogo intra-Brics sobre parcerias público-privadas, tributação e aduanas, com especial atenção à tributação de indivíduos de altíssima renda.

Na frente climática, ele destacou o desenvolvimento de instrumentos inovadores — como o Tropical Forest Forever Facility — para acelerar a transformação ecológica, e expressou confiança no papel decisivo do Brics, com anúncio previsto para acontecer na COP 30. Já na esfera social, enfatizou a mobilização de recursos públicos e privados para garantir segurança alimentar, proteção social e oportunidades econômicas, ressaltando que essa agenda é prática e voltada a resultados concretos.

“Reglobalização sustentável”

O ministro da Fazenda afirmou ainda que o novo multilateralismo representa uma “reglobalização sustentável” — uma nova aposta de globalização, com foco no desenvolvimento social, econômico e ambiental da humanidade.

Para ele, nenhum outro fórum internacional possui hoje mais legitimidade para defender essa nova forma de globalização do que o Brics.

— A defesa do multilateralismo não pode se limitar à defesa das instituições internacionais contra agendas radicais. Precisamos promover um multilateralismo do século XXI. Esse novo multilateralismo nada mais é do que uma “reglobalização sustentável”(…) Nenhum outro foro possui hoje maior legitimidade para defender uma nova forma de globalização.

Em sua fala, Haddad destaca ainda a participação dos novos países-membros — citando Egito, Emirados Árabes, Etiópia, Indonésia e Irã — e a proposta de um FMI mais representativo como entregas da presidência brasileira. Ressaltou também a consolidação do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) como instituição de referência dentro e fora do Brics.

滚动至顶部