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‘Jogo Político’: ‘Tarcísio corrigiu comunicação para não parecer ligado ao tarifaço de Trump’, diz Kassab

'Jogo Político': 'Tarcísio corrigiu comunicação para não parecer ligado ao tarifaço de Trump', diz Kassab
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Source: O Globo | Original Published At: 2025-08-08 11:00:16 UTC

Key Points

  • Tarcísio de Freitas ajustou sua comunicação para dissociar-se do tarifaço de Trump
  • Sanções dos EUA afetam produtos brasileiros e a economia agrícola de São Paulo
  • Kassab critica o clima político de confronto entre poderes no Brasil
  • Discussão sobre anistia e necessidade de conciliação política
  • Cenários eleitorais para 2026 e possíveis candidaturas do PSD

A newsletter “Jogo Político” está completando um ano de existência, e para a edição de aniversário convidei para uma entrevista um dos estrategistas mais importantes da política brasileira.

Na entrevista que você, leitor, vai ler a seguir, falamos sobre a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro; do tarifaço e as sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, impostas pelo governo dos Estados Unidos; da popularidade de Lula e dos cenários para a eleição presidencial de 2026.

Abaixo os principais trechos da conversa com Kassab:

Nas vírgulas da Constituição, há juristas falando que a decisão do Moraes foi correta. Nas vírgulas da política, ele podia ter evitado. O Supremo é um colegiado que dialoga muito, e tenho certeza que todos estão atentos às circunstâncias. Não diminui nenhum ministro voltar atrás em decisão alguma. Agora, o principal é que Judiciário, Legislativo e Executivo estão em um enfrentamento que não vai nos levar a lugar nenhum. É lamentável o clima político no Brasil, olha as imagens horrorosas do Congresso essa semana.

Primeiro quero dizer que condeno a posição americana, tanto do ponto de vista das sanções econômicas quanto à aplicação da Lei Magnitisky. Essa legislação foi feita para combater o terrorismo e o tráfico de drogas, é muito perigoso se a partir de agora os Estados Unidos vão usar desse instrumento contra aqueles que apresentam divergências ideológicas. Acho que as medidas americanas têm relação com três aspectos: a questão envolvendo a regulação das big techs; as movimentações dos países dos Brics; e, sim, a presença do Eduardo Bolsonaro no exterior desde o início do ano.

Sim, é público que ele trabalhou e trabalha pelas sanções. Se ele pensa que este é o melhor caminho, tudo bem, eu penso diferente.

Tarcísio tem mostrado solidariedade aos afetados e ideias de ações concretas. Agora, foi preciso, sim, fazer uma correção na sua comunicação para deixar clara a sua conduta.

Mas isso foi em outro momento. Ele colocou o boné para comemorar a posse do Trump. Tarcísio torceu pela vitória do republicano, assim como o Lula torceu pelos democratas. Mas, de fato, os adversários fizeram essa associação, e ele precisou agir e deixar mais evidente que estava ao lado dos produtores brasileiros. Hoje tenho outras preocupações com relação a essa crise pelas conversas que tenho com diplomatas. Eles estão divididos sobre o seguinte: será que vamos conseguir criar novos mercados que compensem a perda comercial com os EUA? Vejo que o Lula está se arriscando bastante. Se é verdade que há uma má vontade do Trump para dialogar, também existe a mesma má vontade por parte do presidente.

Pesquisa reflete momento. Naquele momento, os números mostravam isso. Agora, ele ganharia. Almoçamos ontem, e ele parece bem animado com a reeleição. Mas eu sigo com a minha intuição. Acho que o partido está em busca de uma opção diferente, de renovação. As pessoas estão tristes com essa polarização e com esses xingamentos.

Ele está fazendo essa reflexão e, no momento certo, se manifestará. Pessoas importantes do país têm pedido para ele ser candidato. Tarcísio vai olhar as pesquisas. Se for candidato é porque estará muito viável, ou seja, tendo uma quase certeza da vitória.

Sim, não dá para sair candidato sem o apoio da maior figura da direita. E também é preciso que haja uma união dos partidos de centro ao seu nome.

A minha impressão é que o Bolsonaro dará prioridade a eles em candidaturas ao Senado e não vai se importar tanto com a corrida presidencial. Por isso, continuo com a minha impressão de que o melhor para o Tarcísio é ser candidato a governador mesmo, para concluir os seus projetos em São Paulo. Assim, o cenário que considero mais provável é termos vários candidatos de direita ou centro-direita em 2026.

Temos esses dois nomes qualificados. Eduardo sabe que Ratinho Jr. tem a preferência, mas não está definido. Até janeiro saberemos. E aí em um cenário que Tarcísio não é candidato, acho que também serão lançados Romeu Zema, pelo Novo, e Ronaldo Caiado, pelo União Brasil. Partido para ter identidade precisa ter candidato a presidente.

Não tem nenhum problema ser discutida uma anistia. Várias democracias do mundo conviveram com isso, e nós mesmos já tivemos uma. Não tem porque impedir a discussão. Só acho que nem teve o julgamento do Supremo Tribunal Federal ainda para sabermos que modulações e qual a abrangência um projeto desses poderia ter. Meu ponto principal é que precisamos de mais concertação e menos enfrentamento. Se ficarmos criando punições para juízes e políticos vamos estar cada vez mais em um clima de tensão. Precisamos de paz e debate civilizado entre os diferentes e não estou vendo o Brasil caminhando nesta direção.

Não é verdade. O PSD é um partido de centro-direita, e essas são as minhas convicções mesmo. Sobre São Paulo, o Tarcísio é o grande responsável pela escolha do sucessor. Já disputei muitas eleições, fui vereador, deputado estadual e federal, prefeito… Não tenho nenhum receio de disputar, e se o Tarcísio entender que o meu nome é o mais adequado, faço com o maior entusiasmo.

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