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IBGE publica mapa-múndi de ponta-cabeça e com Brasil no centro

IBGE publica mapa-múndi de ponta-cabeça e com Brasil no centro
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Source: Poder360 | Original Published At: 2025-05-08 07:25:47 UTC

Key Points

  • IBGE publica mapa-múndi invertido com Brasil no centro para destacar liderança em fóruns internacionais como BRICS, Mercosul e COP30.
  • Versão anterior do mapa (abril/2024) continha erros geológicos e foi corrigida via errata.
  • Gestão de Marcio Pochmann enfrenta críticas internas por suposto autoritarismo e aparelhamento do IBGE.
  • Criação da fundação IBGE+ gerou controvérsia e foi suspensa pelo governo em janeiro/2025.
  • Pochmann defende necessidade de ampliar orçamento do IBGE devido a cortes e aumento de custos com pessoal.

O presidente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Marcio Pochmann, publicou na noite de 4ª feira (7.mai.2025), em seu perfil no X (ex-Twitter), um mapa-múndi de ponta-cabeça, mostrando o Brasil no centro. Segundo ele, a intenção é ‘ressaltar a posição atual de liderança’ do país.

‘O IBGE lançou um novo mapa-múndi com o Brasil no centro, contendo o sul na parte superior do mapa, também identificado por mapa invertido. A novidade busca ressaltar a posição atual de liderança do Brasil em importantes fóruns internacionais como no Brics e Mercosul e na realização da COP30 [Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas] no ano de 2025’, escreveu Pochmann.

Essa não foi a 1ª vez que o instituto alterou a forma de exibir o mapa-múndi. Em abril de 2024, o IBGE lançou uma versão em que o Brasil também aparecia no centro do mundo, mas sem que o mapa estivesse de ponta-cabeça.

O documento fazia parte da 9ª edição do Atlas Geográfico Escolar. A versão, no entanto, apresentava uma série de erros. Uma sequência trocava os mapas dos períodos Jurássico (o qual diz ter sido há 135 milhões de anos) e Cretáceo (65 milhões de anos) –diferença de 70 milhões de anos. Também trazia informações incorretas sobre a idade, duração dos períodos geológicos e separação dos continentes no planeta. À época, o IBGE reconheceu as falhas e publicou uma errata.

Indicado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Pochmann foi nomeado para o cargo em 18 de agosto de 2023. Já presidiu a Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, e o Instituto Lula. Também foi presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Com visão econômica mais heterodoxa, o chefe do IBGE já fez críticas ao Pix, às reformas trabalhista e previdenciária e defendeu a redução da jornada de trabalho.

A gestão de Pochmann à frente do IBGE tem sido alvo de diversas críticas do AssIBGE (Sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE), que acusa o presidente do órgão de ‘autoritarismo’. Sua atuação no instituto é também criticada internamente por ter supostamente aparelhado o IBGE e feito uma administração mais ideológica.

Funcionários do instituto divulgaram uma carta aberta em janeiro em que afirmam que a gestão ‘tem sido pautada por posturas autoritárias e desrespeito ao corpo técnico’.

Uma das reclamações é sobre a fundação IBGE+, criada em 2024. A entidade é uma fundação pública de direito privado, vinculada ao IBGE. Os funcionários do órgão a chamam de ‘IBGE paralelo’.

A fundação foi suspensa em 24 de janeiro pelo governo.

Pochmann participou, em 23 de abril, de uma audiência pública na CTFC (Comissão de Transparência, Fiscalização e Controle) do Senado. Disse que o IBGE ‘não está em crise’ e ‘vive um momento democrático’.

Ele declarou: ‘A democracia permite que as pessoas se manifestem. Nós absorvemos e procuramos sofisticar as nossas formas de comunicação para ter um melhor desempenho em relação à casa’.

Pochmann negou que a criação da fundação IBGE+ tenha sido conduzida de forma sigilosa, como afirmam os funcionários. Segundo ele, a proposta surgiu durante o 1º Congresso Nacional dos Servidores do IBGE, realizado em novembro de 2023.

‘[O evento] foi precedido de grupos de trabalho, são 9 grupos. Um deles, o grupo número 1, discutiu a questão do financiamento, como melhorar as condições de um orçamento tão restrito’, afirmou.

O presidente do instituto declarou que o IBGE sofreu corte orçamentário e que os custos com pessoal aumentaram nos últimos anos. Ele defendeu que a criação da IBGE+ seria uma das formas de ampliar o orçamento da instituição.

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