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Xi Jinping diz a Lula que China e Brasil podem ser exemplo de ‘autossuficiência’ para o Sul Global

Source: O Globo | Original Published At: 2025-08-12 13:52:22 UTC

Key Points

  • China e Brasil reforçam parceria para promover autossuficiência no Sul Global
  • Líderes discutem cooperação contra unilateralismo e protecionismo
  • Compromisso com multilateralismo e defesa do G20 e BRICS
  • Cooperação em setores como saúde, energia, economia digital e agricultura
  • Preparativos para COP30 e papel climático de China e Brasil

O presidente da China , Xi Jinping , disse nesta terça-feira, em uma ligação telefônica com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva , que ambos os países podem servir de exemplo de “autossuficiência” no Sul Global, em um momento de desafios comerciais e geopolíticos, informou a imprensa estatal do gigante asiático.

Xi afirmou que a China “trabalhará com o Brasil para dar exemplo de unidade e autossuficiência entre os principais países do Sul Global” e para “construir conjuntamente um mundo mais justo e um planeta mais sustentável”, segundo a agência pública de notícias Xinhua. Xi acrescentou que as relações entre China e Brasil estão em seu melhor momento.

Nos últimos meses, os dois presidentes tentaram apresentar seus países como defensores veementes do sistema comercial multilateral, em contraste com a ofensiva tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

No fim do mês passado, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, afirmou, em entrevista coletiva em Pequim, que a China estaria disposto a trabalhar com o Brasil para defender a equidade frente aos Estados Unidos.

No dia em que entrou o tarifaço de Trump, o governo chinês saiu em defesa do Brasil. Em conversa telefônica com o assessor para assuntos internacionais do Palácio do Planalto, Celso Amorim, o chanceler da China, Wang Yi, disse que seu país se opõe à “interferência externa irracional”, segundo uma nota do Ministério das Relações Exteriores da China.

A ligação de Xi para o presidente brasileiro aconteceu poucas horas após Trump anunciar mais uma prorrogação de 90 dias para a trégua tarifária que mantém com Pequim. Também aconteceu após Lula informar na semana passada que pretendia conversar com os líderes da Índia e da China para estudar uma resposta coordenada às tarifas americanas.

Xi destacou ainda que “todos os países devem se unir e opor-se de maneira firme ao unilateralismo e ao protecionismo”, acrescentou a Xinhua, em uma referência velada às tarifas americanas.

Defesa do multilateralismo

A presidência brasileira informou em um comunicado que a conversa telefônica durou aproximadamente uma hora, durante a qual Lula e Xi discutiram vários temas, como a guerra na Ucrânia e a luta contra a mudança climática.

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“Ambos concordaram sobre o papel do G20 e do Brics na defesa do multilateralismo”, acrescenta a nota, que prossegue:

“O presidente Lula reiterou a importância que a China terá para o sucesso da COP 30 e no combate à mudança do clima. O presidente Xi indicou que a China estará representada em Belém por delegação de alto nível e que vai trabalhar com o Brasil para o êxito da conferência”.

Os presidentes também “comprometeram-se a ampliar o escopo da cooperação para setores como saúde, petróleo e gás, economia digital e satélites”, destaca o comunicado divulgado pelo governo brasileiro. Lula e Xi também manifestaram disposição em “identificar novas oportunidades de negócios entre as duas economias”.

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Pequim trabalhou nos últimos anos para ampliar sua influência na América Latina como forma de contrabalançar Washington, historicamente a potência mais influente da região.

A China superou os Estados Unidos como principal parceiro comercial do Brasil e dois terços dos países latino-americanos aderiram ao megaprojeto de infraestrutura chinês da Nova Rota da Seda (oficialmente Cinturão e Rota).

O Brasil exporta grande quantidade de soja para a China, que, como principal consumidor mundial do produto, depende em grande parte das importações para seu abastecimento. Trump, no entanto, pretende fomentar uma mudança na forma como a China consegue adquirir o grão, utilizado para a alimentação de gado e a produção de óleo de cozinha.

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O presidente americano afirmou no domingo, em uma publicação nas redes sociais, esperar que a China “quadruplique rapidamente seus pedidos de soja”. Ele acrescentou que esta seria uma forma de equilibrar o comércio com os Estados Unidos.

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