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Líderes do Brics aprovam ingresso de 13 países no grupo na condição de ‘parceiros’

Source: O Globo | Original Published At: 2024-10-23 18:03:19 UTC

Key Points

  • Aprovação de 13 novos parceiros no Brics sem direito a voto
  • Brasil vetou informalmente Venezuela e Nicarágua
  • Países aprovados: Turquia, Indonésia, Belarus, Cuba, Bolívia, Malásia, Uzbequistão, Cazaquistão, Tailândia, Vietnã, Nigéria, Uganda e Argélia
  • Brics mantém expansão iniciada em 2023 com Etiópia, Irã, Egito e Emirados Árabes Unidos
  • Lula enfatizou cooperação do Sul Global e governança inclusiva

Sem a oposição dos demais membros do grupo, incluindo o Brasil, a presidência russa do Brics conseguiu, nesta quarta-feira, em Kasan, aprovar a entrada de 13 novos parceiros no bloco. Esses países, porém, só serão efetivamente aceitos se concordarem em assumir a condição de “parceiros”, ou seja, com uma participação limitada e sem direito a voto.

Segundo interlocutores da diplomacia brasileira, a lista é formada pelos seguintes países:

Turquia

Indonésia

Belarus

Cuba

Bolívia

Malásia

Uzbequistão

Cazaquistão

Tailândia

Vietnã

Nigéria

Uganda

Argélia

Sem Venezuela

Na última terça-feira, o Brasil vetou, informalmente, o ingresso da Venezuela e da Nicarágua no bloco. O governo Lula sempre preferiu manter o Brics — até o ano passado, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — do tamanho em que estava. Acabou concordando, por pressão dos chineses, com sua ampliação em 2023, mas defende critérios para a admissão de novos integrantes.

O grupo, criado em 2009 com quatro integrantes (Brasil, Rússia, China e Índia) — e a África do Sul incluída em 2010 —, cresceu no ano passado, com as entradas de Etiópia, Irã, Egito e Emirados Árabes Unidos.

Ao contrário dessa lista mais recente, os países que entraram no Brics em 2023 são membros plenos do bloco, que participam da reunião de líderes com esse status.

Arábia Saudita ainda não formalizou o ingresso e a Argentina voltou atrás, após o presidente Javier Milei assumir a Casa Rosada.

Nesta quarta-feira, em um discurso de sete minutos, por videoconferência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva evitou falar em ampliação do Brics. Destacou a importância econômica do bloco, da multipolaridade e do Sul Global, defendeu a taxação dos super ricos e cobrou medidas dos países ricos para mitigar os efeitos do aquecimento global.

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O presidente também não se esquivou de falar sobre os conflitos no Oriente Médio e entre a Rússia — anfitriã do encontro — e a Ucrânia, ainda que de maneira mais sucinta. Disse que a Faixa de Gaza se tornou o “maior cemitério de crianças e mulheres do mundo”, e destacou que evitar uma escalada entre Moscou e Kiev e iniciar negociações de paz é crucial. Para o presidente brasileiro, os conflitos simultâneos na Europa e Oriente Médio podem culminar em uma nova guerra mundial.

— No momento em que enfrentamos duas guerras com potencial de se tornarem globais, é fundamental resgatar a nossa capacidade de trabalhar juntos em prol de objetivos comuns. Por isso o lema da presidência [do Brasil no Brics, no ano que vem] será fortalecer a cooperação do Sul Global para uma governança mais inclusiva e sustentável — completou Lula.

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