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Brasil volta a estar entre os 50 países mais inovadores

Brasil volta a estar entre os 50 países mais inovadores
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Source: UOL | Original Published At: 2023-09-27 07:30:00 UTC

Key Points

  • Brasil retorna ao ranking das 50 economias mais inovadoras após 12 anos
  • Ocupa 49º lugar no IGI (Índice Global de Inovação), primeiro da América Latina
  • Menciona investimentos de R$ 106,1 bilhões em nova política industrial
  • Posição no ranking é inferior ao potencial do país, segundo a CNI
  • Brics: Brasil atrás de China (12º) e Índia (40º), mas à frente de Rússia (51º) e África do Sul (59º)

São Paulo
Após 12 anos, o Brasil volta a figurar no ranking das 50 economias mais inovadoras do mundo. O país ganhou cinco posições no IGI (Índice Global de Inovação), na comparação com o ano passado, e agora ocupa o 49º lugar entre 132 países, passando a ser o primeiro colocado da América Latina.

Os dados serão divulgados nesta quarta-feira (27), na abertura do Congresso Internacional de Inovação da Indústria, realizado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), em São Paulo.

Funcionária trabalha em linha de produção no ABC – Eduardo Knapp – 8.jan.21/Folhapress

Entre os países mais bem colocados no índice estão Suíça, Suécia, Estados Unidos, Reino Unido, Singapura e Finlândia.

Desde 2007, a classificação é divulgada anualmente pela OMPI (Organização Mundial da Propriedade Intelectual, ou WIPO, na sigla em inglês), em parceria com o Instituto Portulans e o apoio de parceiros internacionais.

Apesar de ter avançado nos três últimos levantamentos, o desempenho do país é considerado abaixo do seu potencial. A melhor posição já registrada pelo Brasil na lista foi em 2011, quando ocupou o 47º lugar.

Depois do Brasil, aparecem no ranking países como Chile (52º), México (58º), Uruguai (63º) e Argentina (73º).

Na comparação com os membros do Brics, antes do recente anúncio de incorporação de novos países ao grupo, o Brasil aparece em terceiro lugar, depois de China (12º) e Índia (40º), mas à frente de Rússia (51º) e África do Sul (59º).

Em nota, o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, avalia que o Brasil tem condições de crescer a cada ano no ranking, por meio de investimentos e políticas direcionadas à ciência, tecnologia e inovação.

“A posição do Brasil no Índice Global de Inovação vem melhorando nos últimos anos. No entanto, temos um potencial muito inexplorado para melhorar o nosso ecossistema de inovação, atingir o objetivo de integrar os setores científico e empresarial e, consequentemente, promover maior inovação.”

“Precisamos de políticas públicas modernas e atualizadas e, para isso, o IGI tem o papel fundamental de auxiliar na compreensão dos pontos fortes e fracos do Brasil”, acrescenta Andrade.

Em julho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que o governo vai apresentar uma proposta de política industrial para ser discutida pelo CDESS (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável).

Ao longo do mandato de Lula, a previsão do governo federal é de investir R$ 106,1 bilhões para impulsionar a nova política industrial do Brasil. O anúncio foi feito durante a 17ª reunião do CNDI (Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial).

O principal financiador da política será o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

“Vamos parar com essa questão de dizer quem é melhor e quem é pior, o Brasil precisa dos dois, precisa do Estado e precisa do setor privado. E precisa formar profissionais mais qualificados se a quiser verdadeiramente voltar a ser um país industrializado”, disse o presidente, na ocasião.

Na semana passada, em Nova York, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse acreditar que o Plano de Transformação Ecológica do Brasil será mais do que uma proposta para exportar energia sustentável e irá se tornar a base para uma nova onda de industrialização do país.

Índice Global de Inovação (IGI)

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