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Após desgaste, presidente do Banco do Brasil coloca cargo à disposição de Bolsonaro

Após desgaste, presidente do Banco do Brasil coloca cargo à disposição de Bolsonaro
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Source: Jornal O Globo | Original Published At: 2021-02-26 18:44:47 UTC

Key Points

  • André Brandão, presidente do Banco do Brasil, oferece demissão a Bolsonaro após conflitos
  • Motivo: plano de fechamento de 361 agências desagradou o presidente
  • Bolsonaro evitou demissão imediata para evitar responsabilização da União
  • Candidatos para substituição incluem Paulo Henrique Costa (BRB) e Gustavo Montezano (BNDES)
  • Contexto: onda de saídas de executivos ligados a Paulo Guedes

BRASÍLIA – O presidente do Banco do Brasil, André Brandão, colocou o cargo à disposição do presidente Jair Bolsonaro. A informação é confirmada por fontes do Palácio do Planalto.

No início da semana, Brandão teve uma reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, quando manifestou o desconforto em permanecer no cargo, depois dos rumores de que Bolsonaro queria substitui-lo. O presidente do BB faltou ao jantar que a Febraban promoveu com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Foi pedido a ele, segundo fontes palacianas, que permaneça à frente do BB por mais um tempo até que se encontre um substituto.

Entre os nomes cogitados para substituir Brandão estão o presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, o secretário-executivo do Ministério da Cidadania, Antônio Barreto, e o presidente do BNDES, Gustavo Montezano.

A situação de Brandão está delicada desde janeiro, quando ele anunciou um plano de reestruturação do banco, com o fechamento de 361 agências em vários municípios e programa de demissão voluntária. A medida desagradou Bolsonaro, que pediu a cabeça do executivo. Mas a demissão não se concretizou. Bolsonaro fora alertado que a União poderia ser responsabilizada por acionistas minoritários se houvesse prejuízo na instituição.

Brandão pôs o cargo à disposição uma semana depois de o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, ter sido demitido por Bolsonaro em um post em redes sociais, já anunciando o substituto, o general do Exército Joaquim Silva e Luna, que atualmente é diretor-geral da parte brasileira da usina de Itaipu.

O executivo, que assumiu o cargo em setembro do ano passado, quis evitar esse tipo de constrangimento.

O anúncio da demissão de Castello Branco foi feito logo depois de Bolsonaro criticar o quarto aumento do combustível e dizer que alguma coisa iria acontecer. No dia seguinte ao anúncio, Bolsonaro afirmou que ‘na semana que vem teremos mais’.

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‘— Não tenho medo de mudar não. Semana que vem vai ter mais mudança e não é mudança de bagrinho não, é tubarão — afirmara.

Procurado, o Banco do Brasil informou que não vai comentar.

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