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Brasil e Argentina avançam com preparação de uma moeda comum

Brasil e Argentina avançam com preparação de uma moeda comum
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Source: ECO | Original Published At: 2023-01-22 13:33:20 UTC

Key Points

  • Brasil e Argentina iniciarão estudos técnicos para uma moeda comum ('sur')
  • Objetivo de reduzir dependência do dólar e impulsionar comércio regional
  • Projeto pode levar décadas, inspirado no modelo europeu
  • Argentina teria benefícios imediatos devido à alta inflação
  • Possível expansão para outros países latino-americanos

O Brasil e a Argentina vão iniciar os trabalhos preparatórios para uma moeda comum, avança o Financial Times (acesso condicionado, conteúdo em inglês). O plano será discutido numa cimeira em Buenos Aires e o anúncio deverá surgir ainda esta semana, durante a visita do presidente brasileiro Lula da Silva à Argentina.

“Haverá uma decisão de começar a estudar os parâmetros necessários para uma moeda comum, que inclui desde questões fiscais até o tamanho da economia e o papel dos bancos centrais”, disse o ministro da Economia da Argentina, Sergio Massa, ao jornal britânico.

Os Estados vão discutir como uma nova moeda, que o Brasil sugere chamar de “sur” (sul), poderia impulsionar o comércio regional e reduzir a dependência do dólar americano. A ideia já tinha sido discutida por políticos de ambos os países em 2019, mas enfrentaram resistência do Banco Central do Brasil na altura.

Esta iniciativa está a ser estudada inicialmente apenas entre os dois países, mas a intenção será posteriormente ter um alargamento e convidar outras nações latino-americanas a aderir. Segundo os cálculos do FT, uma união monetária que abrangesse toda a América Latina representaria cerca de 5% do PIB global. Já a Zona Euro abrange cerca de 14% do PIB global, quando medido em dólares.

Apesar dos países estarem a avançar agora com as preparações, o projeto poderá levará muitos anos para se concretizar. Como salientou o ministro da Economia argentino, a Europa levou 35 anos para criar o euro. Agora que os dois países são governados por líderes de esquerda, há maior apoio político.

O comércio tem crescido entre os dois países, mas os benefícios de uma nova moeda comum são mais óbvios para a Argentina. A inflação anual no país está próxima de 100%, enquanto o banco central imprime dinheiro para financiar os gastos. Durante os primeiros três anos do presidente Alberto Fernández, a quantidade de dinheiro em circulação pública quadruplicou e a nota de maior valor vale menos de três dólares na taxa de câmbio mais usada.

O anúncio oficial deverá surgir durante a visita do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva à Argentina, que começa este domingo, a primeira viagem internacional desde que assumiu o poder em 1º de janeiro.

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