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Brasil não assina texto contra Rússia em cúpula de Biden

Brasil não assina texto contra Rússia em cúpula de Biden
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Source: UOL | Original Published At: 2023-03-30 18:37:00 UTC

Key Points

  • Brasil não assina declaração crítica à Rússia na Cúpula da Democracia de Biden
  • Governo brasileiro considera ONU o fórum adequado para discussão sobre Ucrânia
  • Postura do Brasil segue linha semelhante à de Bolsonaro, evitando condenações duras contra Rússia
  • Lula propõe "clube da paz" de países não alinhados para negociar fim da guerra

O Brasil não assinou a declaração final da segunda edição da Cúpula da Democracia, evento promovido pelo governo Joe Biden e organizado em conjunto com Costa Rica, Holanda, Coreia do Sul e Zâmbia.

O texto traz uma série de críticas à invasão da Ucrânia pela Rússia, que já dura mais de 13 meses. “Lamentamos as terríveis consequências humanitárias e de direitos humanos da agressão da Federação Russa contra a Ucrânia, incluindo os ataques contínuos contra infraestrutura crítica em toda a Ucrânia com consequências devastadoras para os civis, e expressamos nossa grande preocupação com o alto número de vítimas civis, incluindo mulheres e crianças, o número de deslocados internos e refugiados que precisam de assistência humanitária, e violações e abusos cometidos contra crianças”, diz o documento.

A declaração levanta ainda preocupações com o impacto da guerra em áreas como segurança alimentar e energética, proteção nuclear e meio ambiente. “Exigimos que a Rússia retire imediata, completa e incondicionalmente todas as suas forças militares do território da Ucrânia e pedimos o fim das hostilidades”, continua o texto, pedindo responsabilização por crimes que violam o direito internacional.

A avaliação do governo brasileiro foi a de que o fórum adequado para discutir o tema seria a Organização das Nações Unidas, e não a Cúpula da Democracia, evento capitaneado por Washington, muito envolvido na guerra, segundo diplomatas ouvidos pela reportagem.

Sob Lula, a diplomacia brasileira manteve postura semelhante à que já tinha com Jair Bolsonaro (PL) na Guerra da Ucrânia e tem evitado aderir às manifestações mais duras dos Estados Unidos e de aliados do Ocidente, ainda que tenha condenado a guerra em fóruns internacionais.

Lula já propôs criar um “clube da paz” de países não alinhados para negociar o fim da guerra e se opõe ao envio de armas e de munições aos ucranianos e à adoção de sanções contra os russos. Já os EUA vêm destinando bilhões de dólares em ajuda a Kiev e impondo sanções ao governo de Vladimir Putin.

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