Vai e volta das tarifas de Trump mexe com o mercado; o que esperar do Ibovespa nesta terça (08)
Source: Money Times | Original Published At: 2025-07-08 10:33:00 UTC
Key Points
- Trump adiará tarifas comerciais para 1º de agosto, mantendo tensão global
- Brics é mencionado como alvo potencial de tarifas adicionais de 10%
- Mercados asiáticos reagem positivamente à trégua temporária
- Ibovespa fecha em queda de 1,26% devido à instabilidade externa
- Lula reafirma soberania brasileira frente a interferências externas
Com a trégua nas tarifas comerciais e novas ameaças de Trump, investidores monitoram o cenário internacional. (REUTERS/Carlos Barria)
As tarifas recíprocas impostas por Donald Trump em abril voltaram a mexer com os mercados mundo afora.
Oficialmente, a trégua de 90 dias nas alíquotas mais altas termina nesta quarta-feira (9). No entanto, o presidente dos Estados Unidos pode estender esse prazo. Segundo a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, Trump deve assinar um decreto adiando o início das tarifas de 9 de julho para 1º de agosto, para os países que ainda não fecharam acordos comerciais com os EUA.
Até o momento, apenas o Reino Unido e o Vietnã fecharam acordos abrangentes. Um compromisso com a China sobre terras raras também foi anunciado, mas ainda sem consenso em relação às tarifas.
Ontem, Trump conseguiu deixar os investidores em alerta após ameaçar os países que se alinharem ao Brics com tarifa adicional de 10%, após os líderes do bloco reprovarem o aumento unilateral de tarifas que “distorcem o comércio”.
Além disso, em cartas enviadas a 14 países — incluindo Japão, Coreia do Sul e Sérvia — Trump afirmou que pretende impor tarifas entre 25% e 40% a partir de 1º de agosto.
No cenário internacional, os mercados digerem a decisão de Trump de adiar para 1º de agosto o início das tarifas comerciais. Apesar do tom mais duro e ameaças adotadas pelo presidente norte-americano, a prorrogação do prazo trouxe alívio temporário aos investidores.
As bolsas da Ásia fecharam em alta, refletindo a trégua momentânea no embate comercial. Já os mercados europeus operam sem direção definida. Em Wall Street, os índices futuros registram desempenho misto.
O petróleo recua, com o preço da commodity rondando os US$ 70 o barril.
As criptomoedas estão em uma manhã negativa. O bitcoin (BTC) opera próximo nos US$ 108 mil, apresentando uma queda de 0,02%. Já o ethereum (ETH) cai 0,4% e é negociado nos US$ 2.500.
Por aqui, o destaque da agenda econômica é a divulgação das vendas no varejo de maio, dado importante para aferir o ritmo da atividade.
No campo político, a declaração de apoio de Donald Trump ao ex-presidente Jair Bolsonaro repercutiu em Brasília. Segundo a Folha de S. Paulo, o STF decidiu não responder oficialmente ao post do presidente dos EUA, avaliando que se trata de uma manifestação com viés político e que não exige reação institucional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, afirmou que o Brasil é soberano e que não aceita interferências externas.
Do lado corporativo, começam a ser divulgadas as prévias do segundo trimestre (2T25) das construturas. A Cury (CURY3) registrou somente um lançamento a mais que o número feito um ano antes, mas o valor potencial de vendas cresceu mais de 28%.
Segundo a companhia, foram nove lançamentos feitos entre abril e junho deste ano, ante oito no segundo trimestre de 2024 (2T24). No entanto, o Valor Geral de Vendas (VGV) aumentou em 28,3% na mesma comparação, para R$ 2,2 bilhões.
No último pregão, o Ibovespa (IBOV) terminou o pregão com queda de 1,26%, aos 139.489,70 pontos,
Já o dólar à vista (USBRL) encerrou as negociações a R$ 5,4778, com alta de 0,98%.
O iShares MSCI Brazil (EWZ), o principal fundo de índice (ETF) brasileiro em Nova York, caiu 0,14% no after-market de ontem, cotado a US$ 28,56.