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Trump evita Lula e reforça diálogo com mais de 30 líderes

Trump evita Lula e reforça diálogo com mais de 30 líderes
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Source: Revista Oeste | Original Published At: 2025-07-18 22:24:51 UTC

Key Points

  • Trump interagiu com mais de 30 líderes estrangeiros desde o início de seu segundo mandato
  • Lula não está entre os líderes contatados por Trump
  • Reino Unido e Israel são os países com mais interações com Trump
  • Tensões entre EUA e Brasil aumentaram devido a políticas de Lula e tarifas retaliatórias
  • Lula promoveu moedas locais no BRICS, contrariando interesses dos EUA

Desde o começo do segundo mandato, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já estabeleceu contato com líderes de mais de 30 países. Essas conversas ocorreram por meio de reuniões presenciais ou ligações telefônicas. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, está fora desse grupo.

Entre os países com maior interlocução com Trump estão o Reino Unido, com sete encontros ou ligações, e Israel, com seis. O premiê britânico Keir Starmer lidera o ranking: conversou pessoalmente com Trump em quatro ocasiões e dialogou por telefone outras três vezes. O segundo colocado é o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, com quem Trump falou seis vezes.

Trump também manteve diálogo frequente com Canadá (seis vezes), Rússia (5), Ucrânia (5), México (4) e Índia (3). No campo das reuniões presenciais, já se encontrou com 21 chefes de Estado, incluindo os presidentes Javier Milei (Argentina) e Daniel Noboa (Equador), ambos de orientação liberal ou conservadora.

Por ora, não há nenhum sinal de aproximação entre Brasília e Washington. Desde a posse, nem Lula nem Trump demonstraram interesse em estabelecer contato. As poucas declarações públicas entre ambos limitaram-se a gestos protocolares, como a saudação de Lula ao republicano depois da vitória eleitoral.

O histórico de provocação de Lula a Trump

O distanciamento entre Lula e Trump é resultado das sucessivas provocações feitas pelo presidente brasileiro ao governo norte-americano. O petista radicalizou o discurso e adotou medidas que confrontam diretamente Washington, enquanto Trump evita até citar o nome do homólogo brasileiro.

Durante a cúpula do Brics, Lula reforçou seu projeto de enfraquecer o dólar no comércio internacional. Na ocasião, defendeu abertamente o uso de moedas locais como alternativa à moeda norte-americana. Washington interpretou essa atitude como uma afronta direta. Em resposta, Trump anunciou a aplicação de tarifas de 10% contra países que adotarem “políticas antiamericanas”. Lula ironizou o republicano ao afirmar que “nenhum gringo dará ordens ao Brasil”.

Na semana passada, Trump subiu o tom: decretou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. Ele alegou que tal medida é uma represália à perseguição judicial que Lula e seu governo promovem contra Bolsonaro. Trump, no entanto, evita entrar em embates diretos e limita-se a afirmar que poderia, “algum dia”, conversar com Lula. “Mas não agora”, salientou.

Outro foco de tensão foram as deportações. Ainda no começo de seu mandato, Trump retomou a política de devolver brasileiros ilegais em voos considerados “humilhantes” pelo Itamaraty, com o uso de algemas e restrições. Lula aproveitou o episódio para atacar mais uma vez o governo norte-americano em discursos públicos.

O petista também alimentou o confronto ao apoiar resoluções internacionais contra Israel, aliado direto dos EUA, e ao incentivar articulações com a China e a Rússia em temas que incomodam Washington.

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