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Macron alerta sobre o ‘risco de que se imponha a lei do mais forte’ na ONU

Macron alerta sobre o 'risco de que se imponha a lei do mais forte' na ONU
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Source: G1 | Original Published At: 2025-09-23 22:18:56 UTC

Key Points

  • Macron critica 'lei do mais forte' e egoísmo de países na ONU
  • Defende multilateralismo eficaz e cooperação internacional
  • Condena ação da Rússia na Ucrânia e apoia reconhecimento do Estado Palestino
  • Propõe solução de dois Estados para conflito israelo-palestino
  • Alerta Irã sobre sanções caso não coopere com AIEA
  • Rejeita polarização entre G7 e BRICS

Emmanuel Macron em discurso na Assembleia Geral da ONU — Foto: LEONARDO MUNOZ / AFP

O presidente da França, Emmanuel Macron, alertou, sem citar nomes, sobre “o risco de que se imponha a lei do mais forte”, assim como “o egoísmo de alguns”, em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (23).

Durante os cerca de 30 minutos que falou, o francês defendeu um “multilateralismo eficaz” e fez um discurso de cooperação e união entre as nações.

Ao contrário do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o segundo a discursar durante o dia, que fez fortes críticas às Nações Unidas, ele chamou a ONU de “tesouro” e afirmou:

“O antijogo de algumas pessoas torna quase impossível que nossa organização seja coletivamente eficaz. Eles estão jogando contra nós. Precisamos trabalhar juntos para retornar a esse multilateralismo coletivo”.

O governo de Vladimir Putin foi o grande alvo das críticas de Macron, que reafirmou seu apoio à Ucrânia, disse que a agressão russa não é apenas um problema da Europa e relembrou a série de “desestabilizações” provocadas pela Rússia em outros países em episódios recentes.

No entanto, o presidente francês, que decidiu esta semana reconhecer oficialmente o Estado Palestino, também falou sobre a guerra na Faixa de Gaza e ressaltou que “não pode haver segurança ou estabilidade para Israel se tivermos uma guerra permanente sendo travada com seus vizinhos”.

“Nós levantamos as mãos para abrir o caminho para a paz imediata, a libertação dos reféns, um cessar-fogo, a estabilização de Gaza, a desmilitarização [e] desmantelamento do Hamas e o reconhecimento recíproco de dois Estados: um Estado palestino, que é desmilitarizado e que reconhece Israel, e um Estado israelense, que reconhece o Estado da Palestina”, defendeu.

Trump diz na ONU que reconhecer Estado Palestino seria recompensa grande para o Hamas

Ao falar sobre ameaças que pesam globalmente, Macron citou as questões envolvendo energia nuclear e falou sobre o Irã e a possível volta de sanções ao país. Ele se encontrará com o presidente do iraniano, Masoud Pezeshkian, nesta quarta-feira (24):

“Ou o Irã faz um gesto e segue o caminho da paz e da estabilidade, e permite que a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) faça seu trabalho, ou as sanções serão reimplementadas”.

Também na contramão com as ideias defendidas por Trump, Macron defendeu que não se deve “colocar o G7 contra os BRICS” ao falar dos desafios econômicos mundiais.

O G7 é o grupo das sete maiores potências do mundo formado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá. Já o Brics é um bloco formado por grandes economias emergentes: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Irã e Indonésia.

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