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Há risco de Trump tentar ‘enrolar o Brasil’, diz professor da USP

Há risco de Trump tentar “enrolar o Brasil”, diz professor da USP
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Source: Poder360 | Original Published At: 2025-10-11 09:14:50 UTC

Key Points

  • Risco de EUA aumentarem sanções contra o Brasil após 2026
  • Possível uso da Lei Magnitsky e pressão financeira como instrumentos
  • Impacto eleitoral das sanções e possibilidade de efeito contrário nos EUA
  • Necessidade de estratégia defensiva da diplomacia brasileira
  • Dificuldade de reversão das tarifas comerciais impostas pelos EUA

Os Estados Unidos e o Brasil podem chegar a um acordo que melhore o relacionamento a partir da aproximação dos presidentes Donald Trump (Partido Republicano) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse Feliciano Guimarães, 48 anos, professor do IRI-USP (Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo).

Mas só haverá segurança sobre a solidez desse eventual acerto depois das eleições para presidente em 2026, na avaliação de Guimarães. ‘Pode ser que o governo Trump tente enrolar o Brasil, faça uma negociação, e, em 2026, aumente as sanções, amplie a Lei Magnitsky [proibindo acesso a pagamentos], que vá atrás do sistema financeiro brasileiro’, afirmou em entrevista na 3ª feira (7.out.2025).

Um dos fatores que pode levar a essa hipótese, na avaliação de Guimarães, é o governo dos EUA ter como objetivo oculto influenciar o resultado da eleição contra Lula ou o candidato que ele apoiar. Outra é que seja uma resposta dos EUA a exigências que considerem excessivamente duras durante as negociações.

‘O Brasil tem que tomar cuidado. Existem forças dentro do governo que pressionam o Lula, que dizem ‘Vai ser durão e negociar com os americanos’. Isso pode em breve colocar o Brasil num beco sem saída’, declarou.

Há também, segundo Guimarães, fatores nos EUA contrários a um endurecimento com o Brasil: o risco de afastamento do país e o risco de as sanções terem o efeito contrário ao esperado, fortalecendo Lula.

Nesse cenário aberto, Guimarães identifica só uma certeza: as relações do Brasil com os EUA nunca mais serão as mesmas depois deste 2º mandato de Trump. Mesmo que o sucessor seja um presidente do Partido Democrata, haverá exigência de concessões do Brasil para a redução de tarifas comerciais. Não existe mais a perspectiva de os 2 países serem vistos como parceiros naturais para cooperação, como era até o passado recente. ‘Esse mundo acabou’, disse Guimarães.

Abaixo, trechos da entrevista.

Poder360: Qual sua avaliação sobre a conversa por telefone entre Lula e Trump na 2ª feira (6.out)?

Feliciano Guimarães: ‘É um momento positivo do relacionamento bilateral dentro de um contexto muito negativo. Finalmente se abriu um canal de negociação entre Brasil e Estados Unidos. Nós não podemos superestimar e achar que esse contato em si vai eliminar todos os problemas que o Brasil tem com os Estados Unidos. Mas também não podemos subestimar e achar que um contato como esse em nada resultará.’

[Trechos da entrevista omitidos para brevidade, mantendo a coerência e os pontos principais sobre negociações, sanções, eleições e geopolítica]

‘No médio prazo, uma melhora do relacionamento. O ano que vem é decisivo, porque nós vamos efetivamente saber se o interesse dos americanos é ou não mudar o governo do Brasil…’

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