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Lula vai à China para reatar laços e atrair investimentos

Lula vai à China para reatar laços e atrair investimentos
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Source: Poder360 | Original Published At: 2023-04-11 10:06:36 UTC

Key Points

  • Assinatura de cerca de 20 acordos bilaterais entre Brasil e China
  • Atrair investimentos chineses para desenvolvimento de novos ativos
  • Discussão sobre adesão do Brasil ao projeto Belt and Road Initiative
  • Mediação da guerra entre Rússia e Ucrânia com participação da China
  • Retomada das importações de carne brasileira pela China

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 77 anos, desembarca na China na 4ª feira (12.abr.2023) com a intenção de reatar as relações diplomáticas e políticas com o governo de Xi Jinping. Tem também como missão atrair investimentos do maior parceiro comercial do Brasil e 2ª maior economia do mundo, e espera contribuir com a mediação da guerra entre Rússia e Ucrânia.

A última vez em que o presidente esteve na China foi em 2009. Agora, a ida ao gigante asiático é considerada pelo governo brasileiro como a viagem mais importante do início de seu 3º mandato. A expectativa é que sejam assinados cerca de 20 acordos e memorandos de entendimento que significarão um resultado muito superior ao que Lula obteve na visita aos Estados Unidos, em fevereiro.

Com foco na defesa da democracia e em questões ambientais, Lula quer mostrar que seu país é um bom lugar para os investimentos do gigante asiático. Com a polarização com os Estados Unidos, a China vê o Brasil como uma peça estratégica no tabuleiro geopolítico, uma espécie de ‘porto seguro’. Animam os chineses a diplomacia tida como independente e a promessa do novo governo do PT de promover uma reindustrialização.

‘Eu quero que os chineses compreendam que o investimento deles aqui será maravilhosamente bem-vindo. Mas não para comprar nossas empresas. Para construir coisas novas, que nós precisamos. O que estamos precisando não é vender os ativos que temos, é construir novos ativos. É disso que eu quero convencer os meus amigos da China’, disse Lula em 6 de abril durante café da manhã com jornalistas.

Os chineses querem convencer o Brasil a aderir formalmente ao projeto Belt and Road (Cinturão e Rota na tradução para o português), conhecido como a nova Rota da Seda, lançado por Xi Jinping em 2013. O governo brasileiro ainda não tem uma posição definitiva sobre o assunto, mas o tema fará parte das conversas entre os 2 presidentes.

Um dos pontos centrais da conversa que Lula terá com Xi Jinping deverá ser a guerra entre a Rússia e a Ucrânia. O presidente brasileiro quer que a China promova um diálogo com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, pelo fim do conflito. ‘E por que eu quero sentar para conversar com o Xi Jinping? É porque eu acho que a importância econômica, militar e política da China e a relação da China com a Rússia, e até mesmo a divergência da China com os Estados Unidos, dá à China um potencial extraordinário para conversar’, disse Lula.

A viagem do presidente é realizada duas semanas depois do que havia sido inicialmente marcada. Lula desembarcaria em Pequim em 26 de março, mas foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana e viral por influenza A. Apesar de mais esvaziada, a viagem de Lula já surtiu efeitos positivos. A comitiva de empresários brasileiros que acompanhariam o presidente já estava em Pequim quando o embarque de Lula foi cancelado.

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