Simone Tebet defende ampliar comércio com a Ásia após tarifaço dos EUA
Source: CBN | Original Published At: 2025-07-30 16:32:06 UTC
Key Points
- Simone Tebet defende diversificação comercial com Ásia devido a tarifas dos EUA
- BRICS é apresentado como solução complementar, não concorrente, ao relacionamento com EUA
- Minerais estratégicos brasileiros são destacados como ponto de negociação com EUA
- Infraestrutura é apontada como meio para ampliar mercados na Ásia, Europa e América do Sul
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, defendeu nesta quarta-feira (30) que o Brasil deve ampliar as relações comerciais com países asiáticos diante do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, e disse que os planos de aproximação com o Brics não serão colocados na mesa de negociação.
“Não é escolher entre os Estados Unidos ou o BRICS, nós precisamos de ambos. Ainda que o comércio com os Estados Unidos seja infinitamente menor hoje do que o comércio com os BRICS, o Brasil não vive sem os fertilizantes da Rússia e da Ucrânia, o agronegócio brasileiro não se torna competitivo com o mundo sem fertilizantes. Enquanto nos Estados Unidos a gente exporta de 12% a 13%, a gente exporta mais de 50% dos nossos produtos para a Ásia. Então, não é uma questão de colocar na mesa os BRICS, os BRICS é solução para nós.”
A ministra reforçou que o governo tenta estabelecer diálogo com os Estados Unidos, e que tem agenda positiva para uma eventual negociação, citando como exemplo a exploração de minerais considerados estratégicos para a indústria espacial americana e que são abundantes no território brasileiro.
Simone Tebet deu as declarações após evento promovido pelo jornal Valor Econômico para discutir os desafios do Brasil no campo da logística e infraestrutura, que também contou com a participação dos ministros Renan Filho, dos Transportes, e Silvio Costa Filho, de Portos e Aeroportos.
Os três concordaram que os Estados Unidos têm dado prioridade à negociação das sobretaxas com parceiros comerciais mais importantes do que o Brasil.
E defenderam que investimentos em infraestrutura podem ampliar mercados na Ásia, Europa e na própria América do Sul, citando como exemplo o projeto das rotas de integração sul-americanas, que incluem novas rodovias, ferrovias e hidrovias.