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Grupo dos BRICS vai passar a integrar mais seis países

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Source: Diário de Notícias | Original Published At: 2023-08-24 07:31:00 UTC

Key Points

  • Anúncio da entrada de Argentina, Egito, Etiópia, Irão, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos no BRICS a partir de 2024
  • BRICS agora representará 36% do PIB global (paridade de poder de compra) e 46% da população mundial
  • Inclusão de seis dos nove maiores produtores de petróleo do mundo no bloco
  • Criação de um grupo de trabalho para estudar a adoção de uma "moeda de referência" do BRICS
  • Declaração de "Joanesburgo II" e reforma da governança global, incluindo o Conselho de Segurança da ONU

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, anunciou esta quinta-feira a entrada da Argentina, Egito, Etiópia, Irão, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos no grupo de economias emergentes BRICS (Brasíl, Rússia, Índia, China e África do Sul).

“Decidimos convidar a República da Argentina, a República Árabe do Egito, a República Federal da Etiópia, a República Islâmica do Irão, o Reino da Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, para serem membros de pleno direito, efetivo a partir de 01 de janeiro de 2024”, anunciou.

O líder sul-africano falava em conferência de imprensa conjunta, em Sandton, sobre o resultado das deliberações da 15.ª cimeira de chefes de Estado e de Governo do BRICS, hoje terminada, em Joanesburgo, África do Sul.

Ramaphosa disse que os líderes BRICS adotaram a declaração “Joanesburgo II” da 15.ª Cimeira dos BRICS.

O bloco representa atualmente mais de 42% da produção mundial e deve mudar a economia mundial até 2030, sendo os maiores parceiros comerciais de África.

Nos últimos dois dias, chefes de Estado do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul estiveram envolvidos em conversações sobre vários temas, incluindo o reforço da cooperação de segurança, energética, comercial, económica, social.

Brasil, Índia e África do Sul estiveram representados pelos respetivos chefes de Estado na cimeira dos BRICS, que decorreu entre 22 e 24 de agosto.

A Rússia, que também integra o bloco, esteve representada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov.

Cerca de 1.500 líderes empresariais de vários países participaram no Fórum empresarial do bloco, segundo o presidente sul-africano.

Lula da Silva diz que novos membros como a Argentina atestam relevância dos BRICS

O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que a entrada de seis novos países no grupo BRICS, como a Argentina, a quem enviou uma “mensagem especial”, atesta a relevância do bloco das economias emergentes.

“A relevância dos BRICS é confirmada pelo interesse crescente que outros países demonstram na adesão ao agrupamento”, afirmou Lula no encerramento da 15ª cimeira do grupo formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que decorre hoje em Joanesburgo, África do Sul.

Lula afirmou que “é com satisfação que o Brasil dá as boas-vindas aos BRICS à Arábia Saudita, Argentina, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irão”, que passarão a integrar formalmente o grupo a partir de 01 de janeiro de 2024.

“Agora, o PIB do BRICS eleva-se para 36% do PIB [produto interno bruto] global em paridade de poder de compra e 46% da população mundial”, sublinhou.

Atualmente, o bloco representa mais de 42% da população mundial e 30% do território do planeta, além de 23% do PIB global e 18% do comércio mundial.

Com a entrada da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Irão, anunciada hoje, o bloco de economias emergentes passa também a representar seis dos nove maiores produtores de petróleo do mundo, juntamente com a Rússia, China e Brasil.

O líder sul-americano, ex-dirigente sindical tal como o seu anfitrião sul-africano Cyril Ramaphosa, avançou que o bloco “continuará aberto a novos candidatos” e, para tal, foram aprovados também “critérios e procedimentos para futuras adesões”.

Na sua intervenção, o Presidente do Brasil declarou também que os BRICS aprovaram ainda a criação de um grupo de trabalho para estudar a adoção de uma “moeda de referência” do BRICS.

“Essa medida poderá aumentar as nossas opções de pagamento e reduzir as nossas vulnerabilidades”, adiantou.

O chefe de Estado brasileiro destacou também a decisão relacionada com reforma da governança global, especialmente em relação ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, concluindo com uma “mensagem especial” ao seu homólogo argentino.

“Por fim, dedico uma mensagem especial ao querido Alberto Fernández, Presidente da Argentina e grande amigo do Brasil e do mundo em desenvolvimento: continuaremos avançando lado a lado com os nossos irmãos argentinos em mais um fórum internacional”, afirmou Lula da Silva.

Teerão diz que adesão é um “sucesso estratégico” para diplomacia iraniana

A adesão do Irão aos BRICS é um “sucesso estratégico para a política externa” de Teerão. “A adesão permanente ao grupo de economias emergentes globais é um acontecimento histórico e um sucesso estratégico para a política externa da República Islâmica”, afirmou Mohamed Jamshidi, o conselheiro político do Presidente iraniano, Ebrahim Raisi, numa mensagem publicada na rede social X (antigo Twitter).

Nos últimos anos, o Irão recorreu a organizações sem países ocidentais, com o objetivo de quebrar o seu isolamento e revitalizar uma economia enfraquecida pelas sanções impostas pelo Ocidente.

A República Islâmica aderiu assim à Organização de Cooperação de Xangai, um bloco regional criado em 2001 e que conta com a China e a Rússia entre os seus membros fundadores.

Ao mesmo tempo, Teerão reforçou os seus laços com Pequim e Moscovo como parte de uma estratégia voltada para o Oriente, enquanto as relações com os países ocidentais permanecem tensas, apesar das conversações mantidas de forma indireta com Washington.

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