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Governo Lula enviará carta em resposta a críticas da “Economist”

Governo Lula enviará carta em resposta a críticas da “Economist”
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Source: Poder360 | Original Published At: 2025-07-01 02:15:47 UTC

Key Points

  • Governo brasileiro responderá críticas da Economist sobre perda de influência internacional
  • Revista britânica critica isolamento do Brasil frente a democracias ocidentais
  • Brics e relação com Irã são destacados como fatores de tensão geopolítica
  • Queda na popularidade de Lula é mencionada (56% de desaprovação em 2025)
  • Economist questiona posicionamento do Brasil sobre política comercial com EUA

Revista britânica afirma que o presidente brasileiro perdeu influência internacional e está ‘cada vez mais impopular no Brasil’

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviará uma carta em resposta às críticas da revista britânica Economist (leia aqui, para assinantes), cuja afirma que o chefe do Executivo ‘perdeu a influência no exterior’ e está ‘cada vez mais impopular no Brasil’.

A correspondência será enviada à embaixada brasileira em Londres (Inglaterra). No conteúdo, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, defende o posicionamento do Brasil sobre a condenação dos ataques dos Estados Unidos ao país persa, enquanto a revista afirma que o entendimento isola o governo Lula de outras democracias ocidentais.

‘A simpatia do Brasil com o Irã deve continuar em 6 e 7 de julho, quando o Brics, um grupo de 11 economias de mercados emergentes, incluindo Brasil, China, Rússia e África do Sul, realiza sua cúpula anual no Rio de Janeiro. O Irã, que se tornou integrante do Brics em 2024, deve enviar uma delegação. O grupo é atualmente presidido pelo presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, conhecido como Lula. Originalmente, ser um membro ofereceu ao Brasil uma plataforma para exercer influência global. Agora, faz o Brasil parecer cada vez mais hostil ao Ocidente’, escreve a revista.

Às margens da cúpula do Mercosul sob a presidência temporária de Lula, a carta não deve abordar as críticas à falta de diálogo com o presidente da Argentina, Javier Milei (La Libertad Avanza, direita).

‘Lula não conversa com o presidente argentino, Javier Milei, por diferenças ideológicas. Quando assumiu o cargo pela 3ª vez, em 2023, abraçou Nicolás Maduro, o autocrata da Venezuela, apesar de o país ter se tornado uma ditadura’, diz o texto da Economist.

A revista destaca também a queda de popularidade de Lula neste 3º mandato. Pesquisa PoderData realizada de 31 de maio a 2 de junho mostrou que o governo do presidente é desaprovado por 56% dos eleitores. Quando Lula assumiu, essa taxa era de 39%.

O texto tece também críticas à relação de Lula com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (republicano). Para a Economist, o petista é ‘pouco pragmático’ e parece ‘relutante’ em unir nações latino-americanas contra as deportações de imigrantes no país norte-americano.

‘Lula parece relutante ou incapaz de reunir as nações latino-americanas para apresentar uma frente unida contra as deportações de imigrantes e a guerra tarifária de Trump’, lê-se na revista.

Segundo a publicação, o movimento de Trump, Make America Great Again, o Maga, está ‘intimamente alinhado’ com a direita brasileira, mas lembra que o presidente norte-americano ‘não disse quase nada sobre o Brasil desde que assumiu o cargo’.

‘Em parte, isso pode ser porque o Brasil se beneficia de algo que nenhuma outra grande economia emergente tem: um enorme deficit comercial com os Estados Unidos, que chega a US$ 30 bilhões por ano. Trump certamente gosta quando outros países compram mais dos Estados Unidos do que vendem para ele. Mas seu silêncio também pode ser porque o Brasil, relativamente distante e geopoliticamente inerte, simplesmente não importa tanto quando se trata de questões de guerra na Ucrânia ou no Oriente Médio. Lula deveria parar de fingir que importa e se concentrar em questões mais próximas’, conclui o artigo.

Ao citar os US$ 30 bilhões em deficit, a Economist parece ter cometido um equívoco. O Brasil realmente tem um histórico de mais comprar do que vender para os Estados Unidos, mas o maior saldo negativo da série histórica foi de US$ 13,9 bilhões, registrado em 2022. Em 2024, essa cifra foi menor: US$ 253 milhões. Os dados podem ser acessados no site do Ministério da Indústria.

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