✨ Fudan New IOGG Program Open!

2nd Round closes in Loading... !
View Details

Brasil apoia resolução da ONU por cessar-fogo na Ucrânia

Brasil apoia resolução da ONU por cessar-fogo na Ucrânia

Source: UOL | Original Published At: 2023-02-23 20:44:00 UTC

Key Points

  • Brasil votou a favor da resolução da ONU por cessar-fogo na Ucrânia, sendo único país do Brics a não se abster ou votar contra
  • Resolução condena invasão russa e exige retirada de tropas, com 141 votos a favor, 7 contra e 33 abstenções
  • Países que votaram contra incluem Belarus, Síria e Coreia do Norte; abstenções incluem China, Índia, Irã e África do Sul
  • Lula defende criação de grupo de países para negociação de paz, mantendo posição de neutralidade

São Paulo

A Assembleia-Geral da ONU aprovou nesta quinta-feira (23) uma resolução que condena as “nefastas consequências humanitárias” da invasão da Ucrânia pela Rússia, exige a retirada das tropas do país e se compromete com a promoção da paz na região.

O Brasil, que em outras votações sobre o conflito havia optado pela neutralidade, votou a favor da resolução. O texto teve 141 votos a favor, 7 contra e 33 abstenções.

Os votos contrários foram do grupo que apoia Rússia no contexto da guerra, como Belarus, Síria e Coreia do Norte. O grupo que se absteve inclui China, Índia, Irã e África do Sul. A resolução não é vinculativa, mas tem peso político — especialmente no momento em que foi votada.

Assembleia-geral da ONU se reuniu em sessão especial para votar resolução que condena invasão da Ucrânia pela Rússia – Timothy A. Clary – 23.jan.2023/AFP

A reunião dos 193 estados-membro do órgão acontece um dia antes de a Guerra da Ucrânia completar um ano. As tensões cresceram nos últimos dias, após o presidente russo, Vladimir Putin, suspender a participação de seu país no último acordo de controle de armas nucleares.

Reafirmando que não vai reconhecer anexações territoriais derivadas do uso da força, o texto exige a imediata retirada das tropas russas. O documento ainda reitera mais de uma vez o compromisso com a paz geral, justa e duradoura da Ucrânia e a integridade territorial da nação.

Um dos trechos exige o cumprimento do direito humanitário internacional, que regula situações de conflito armado, em relação ao tratamento dado a prisioneiros e população civil.

Há estimativas de que já houve 65 mil casos de crimes de guerra e 40 mil civis mortos ou feridos até agora. O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski pede a criação de um tribunal especial da ONU para punir a Rússia — que, segundo ele, deveria ser privada de seu direito de veto no Conselho de Segurança.

Os dois lados do conflito e seus aliados pressionaram os Estados-membros da ONU na véspera da votação. “Veremos como as nações do mundo se posicionam sobre a questão da paz na Ucrânia”, disse a embaixadora dos EUA Linda Thomas-Greenfield à Assembleia Geral nesta quarta (22).

“Todos os membros devem rejeitar ameaças ou uso da força contra a integridade territorial e política de qualquer Estado em suas relações internacionais”, afirmou o secretário-geral António Guterres.

Já a Rússia descreveu o texto como “desequilibrado e anti-russo”. “O Ocidente ignorou descaradamente nossas reclamações e continuou construindo infraestrutura militar da Otan cada vez mais perto de nossas fronteiras”, afirmou na quarta o embaixador da Rússia na ONU, Vassili Nebenzia.

A Ucrânia esperava aprofundar o isolamento diplomático ao qual a Rússia foi imposta desde a invasão, conseguindo pelo menos três quartos dos votos dos Estados-membro.

Antes da votação desta quinta, o Brasil havia apoiado duas resoluções contra a Rússia no ano passado — uma que condenava a anexação de porções do território da Ucrânia e outra que condenava a invasão.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem defendido a criação de um grupo de países para negociar o fim da guerra. No final de janeiro, o Brasil negou um pedido do governo da Alemanha para que fornecer munição de tanques, para não abalar a sua posição de neutralidade.

Scroll to Top