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‘Grandes corporações não têm o direito de desestabilizar nações inteiras com desinformação’, diz Lula

Source: Jovem Pan | Original Published At: 2025-02-26 17:58:40 UTC

Key Points

  • Lula defende governança global para IA sob coordenação do Brics
  • Crítica à saída dos EUA da OMS e ênfase na saúde global
  • Prioridades incluem reforma multilateral, combate a doenças e cooperação climática
  • Expansão do Brics com novos países convidados em 2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (26) que o desenvolvimento da inteligência artificial (IA) não pode excluir os países do Sul Global. Durante a Primeira Reunião de Sherpas da presidência brasileira do Brics, realizada no Palácio do Itamaraty, em Brasília, Lula destacou a necessidade de mitigar os riscos e distribuir os benefícios da revolução digital de forma equitativa.

“Grandes corporações não têm o direito de silenciar e desestabilizar nações inteiras com desinformação. Mitigar os riscos e distribuir os benefícios da revolução digital é uma responsabilidade compartilhada”, afirmou o presidente. Segundo Lula, o Brasil proporá um sistema de governança para a IA no âmbito do Brics, destacando que o interesse público e a soberania digital devem prevalecer sobre interesses corporativos.

Lula ressaltou a importância estratégica do Brics na geopolítica global, defendendo um mundo multipolar e relações internacionais menos assimétricas. O presidente reafirmou o compromisso do Brasil com o multilateralismo e criticou a retirada dos Estados Unidos da Organização Mundial da Saúde (OMS) durante a gestão de Donald Trump. “Sabotar os trabalhos da OMS é um erro com sérias consequências. Fortalecer a arquitetura global de saúde, com a OMS em seu centro, é fundamental para garantir um acesso justo e equitativo a medicamentos e vacinas”, disse Lula.

Atualmente, o Brics é formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã. Durante a cúpula de líderes do grupo, agendada para julho, no Rio de Janeiro, espera-se que países parceiros como Belarus, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão sejam convidados a integrar o bloco.

Durante seu discurso, Lula listou os eixos prioritários da presidência brasileira no bloco, incluindo: Reforma da arquitetura multilateral de paz e segurança, com modificações na ONU e no Conselho de Segurança; Parceria para eliminação de doenças socialmente determinadas e doenças tropicais negligenciadas; Aprimoramento do sistema monetário e financeiro internacional; Combate às mudanças climáticas; Regulação da inteligência artificial e seus desafios éticos, sociais e econômicos; Aumento da institucionalidade do Brics para garantir decisões mais eficazes.

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