Dólar fecha em alta com tarifaço no radar; Bolsa recua após recorde
Source: UOL Economia | Original Published At: 2025-07-07 19:41:15 UTC
Key Points
- Dólar valoriza frente a divisas emergentes e desenvolvidas devido a risco tarifário global
- Ibovespa recua após atingir recorde histórico de 141 mil pontos
- Decisão do STF sobre suspensão de aumento do IOF aliviou o mercado na sexta-feira anterior
- Ameaça de Trump de tarifas contra países vinculados aos BRICS preocupa investidores
O risco em relação a politica tarifaria global observado nos últimos meses que levou a recuperação das bolsas americanas no mês de junho voltam a afetar o sentimento de mercado negativamente na sessão de hoje. Esse contexto resultou na queda dos preços das principais commodities e na valorização do dólar frente às divisas emergentes e desenvolvidas.
Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad
Após bater recorde pela segunda vez na sexta-feira (4) e ultrapassar os 141 mil pontos, o Ibovespa abriu a semana em queda. O índice iniciou o pregão com recuo de 0,15%, aos 141.057 pontos, chegou a ensaiar uma alta pontual, mas voltou a oscilar no campo negativo. A Bolsa fechou com baixa de 1,26%, aos 139.478,70 pontos. A máxima intradiária chegou a bater 141.341,73 pontos, a mínima foi de 139.294,84.
O principal índice acionário brasileiro terminou a sexta-feira com alta de 0,24%, aos 141.263 pontos. O volume negociado no dia foi de R$ 9 bilhões. Na ocasião, o Ibovespa ganhou força após o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, suspender liminarmente os decretos que aumentavam as alíquotas do IOF. A decisão trouxe alívio ao mercado, em meio ao impasse entre governo e Congresso sobre o tema, e impulsionou a Bolsa, que fechou em alta. Os investidores seguem hoje de olho nos desdobramentos sobre essa pauta.
“Tarifaço de Trump”
Taxas impostas pelos EUA voltam ao radar. O presidente dos Estados Unidos ameaça aplicar novos impostos e taxas a países que se vincularem às políticas dos Brics, bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.